A líder da oposição na Venezuela e ganhadora do Nobel da Paz, Maria Corina Machado, afirmou, nesta segunda-feira (5), que planeja voltar à Venezuela “o mais rápido o possível” após a captura de Nicolás Maduroe que acredita que ganharia a liderança do país em uma eleição “livre e justa”.
“Acreditamos que essa transição deva continuar movendo-se adiante”, defendeu. “Em uma eleição livre e justa, acredito que venceremos com mais de 90% dos votos”, projetou.
Machado chegou a vencer as primárias da oposição em 2023 com mais de 90% dos votos, porém foi impedida, pelo Supremo Tribunal de Justiça, ligado ao governo, de ocupar cargos públicos por 15 anos. Com a proibição, ela apoiou Edmundo González como candidato único da oposição.
A líder da oposição está na Noruega desde dezembro, onde recebeu o prêmio Nobel. Segundo ela, a ação norte-americana que levou à prisão de Maduro é “um grande passo para a humanidade” e que o dia 3 de janeiro ficará conhecido na história como “o dia que a justiça derrotou um tirano”.
No sábado (3), Corina fez um comunicado em suas redes sociais, afirmando que a oposição estaria pronta para assumir o governo do país após a saída de Maduro.
“Esta é a hora dos cidadãos que elegeram Edmundo González Urrutia como legítimo presidente da Venezuela, quem deve assumir de imediata seu mandato constitucional e ser reconhecido como Comandante-chefe das Forças Armadas por todos os oficiais e soldados que as integram. Hoje estamos preparados para fazer valer nosso mandato e tomar o poder”, escreveu.
Mais tarde no mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, durante uma entrevista, que a oposicionista não teria “respeito e o apoio” para comandar o país.
“Eu acho que para ela seria muito difícil ser a líder, porque ela não tem o apoio e o respeito de todo o país. Ela é uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito”, disse.
Quem é Maria Corina – Engenheira de formação, Maria Corina fundou, em 1992, a Fundação Atenea, voltada ao acolhimento e educação de crianças em situação de rua. Dez anos depois, ajudou a criar a Súmate, organização de monitoramento eleitoral conhecida por treinar observadores e promover eleições livres.
Eleita deputada da Assembleia Nacional em 2010 com votação recorde, foi expulsa do cargo quatro anos depois pelo governo chavista. Desde então, lidera o partido Vente Venezuela e ajudou a fundar a aliança Soy Venezuela, que reúne grupos pró-democracia.
R7
Reviewed by Marcone Campos
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janeiro 07, 2026
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