Embora hoje em dia muitas transações financeiras
possam ser realizadas pela internet ou pelos aplicativos das
instituições financeiras e estabelecimentos comerciais, ainda existem
alguns serviços ou situações que só podem ser resolvidos na “boca do
caixa”. Nestes casos, os consumidores têm de se preparar, física e
mentalmente, para passar horas em filas. Mas não deve ser assim, existem
leis que protegem o usuário de tal contratempo e órgãos que fazem a
fiscalização e punem os órgãos e instituições infratoras.
Aqui em Campina Grande, a fiscalização é feita pelo
Procon Municipal, que diariamente recebe inúmeras reclamações de
desrespeito a Lei Municipal 4.330, de dezembro de 2005, popularmente
conhecida como a “Lei da Fila”.
Rivaldo Rodrigues – coordenador do Procon em Campina Grande
A Lei da Fila prevê que o atendimento deve ser
feito em até 20 minutos (em dias normais), 30 minutos (em dias de
pagamento de funcionários públicos municipais, estaduais e federais) e
em 35 minutos em dias atípicos, como as véspera e o dia seguinte aos
feriados. O descumprimento dessa legislação por parte das instituições
bancárias, supermercados e lojas de departamento acarreta sanções, como o
pagamento de multas.
De acordo com Rivaldo Rodrigues, coordenador
executivo do Procon de Campina Grande, o órgão tem aplicado multas de R$
200 mil até R$ 400 mil reais em instituições bancárias. Mesmo assim,
elas continuam desrespeitando o consumidor.
Em entrevista na manhã desta terça-feira, 28, na
Rádio CBM, Rivaldo Rodrigues disse que o problema é grave e recorrente.
“O Procon tem agido, sistematicamente, junto a estas instituições para
minimizar os danos causados ao consumidor, sobretudo aos idosos ou
pessoas em situações especiais, que são obrigadas a esperar horas numa
fila.
“O órgão manda a fiscalização, aplica multas altas,
chama os responsáveis para conversar, sugere soluções, como a
contratação de pessoas que possam ficar a disposição para orientar
usuários que tenham dificuldade em usar os caixas eletrônicos, evitando
assim que estes busquem os caixas convencionais, mas o tempo passa e o
problema se repete”, explicou.
Enquanto não for resolvido e as instituições não
tomarem uma atitude definitiva para respeitar a Lei da Fila, o
consumidor deve ficar atento e, caso se sinta lesionado, deve
imediatamente acionar o Procon, por meio dos telefones 151 ou (83)
98802-5525 ou baixando o aplicativo para celular Procon CG Móvel,
disponível gratuitamente no Google Play (Android) e ou Apple Store
(iOS). Com o aplicativo você pode fazer a denúncia e enviar uma foto da
ocorrência em tempo real para a fiscalização do Procon.
Lei que fixa tempo máximo de espera em filas segue desrespeitada em Campina Grande
Reviewed by Marcone Campos
on
agosto 30, 2018
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