O programa vai ao ar na TV Câmara JP (canal aberto 6.2), nesta sexta-feira (19), às 21h, e no sábado (21) e domingo (22) ao meio-dia na Rádio (88.7MHz)
A Rádio Câmara JP recebeu representantes de Fóruns do Forró de Raiz do Nordeste e da Associação Cultural Balaio Nordeste para debater o reconhecimento da expressão cultural brasileira como patrimônio da humanidade. O programa vai ao ar na TV Câmara JP (canal aberto 6.2), nesta sexta-feira (19), às 21h; no sábado (21) às 9h, às 15h e 21h20; e no domingo (22) às 18h15. Já na Rádio Câmara JP (88.7MHz), vai ao ar no sábado (21) e domingo (22), ao meio-dia.
A jornalista Edileide Vilaça conversou com a coordenadora do Fórum Nacional do Forró de Raiz e Presidente da Associação Cultural Balaio Nordeste, Joana Alves; com o coordenador regional do Fórum de Raiz Potiguar e maestro da Orquestra Sanfônica de Mossoró (RN), Cláudio Araújo; e com a coordenadora do Fórum Forró Raiz do Maranhão, Iva Lima.
Com mais de dez anos dedicados à luta para transformar o forró patrimônio nacional, Joana Alves contou como surgiu a ideia de buscar o reconhecimento. “Tudo começou com minha filha, que sonhava em empoderar o forró”, afirmou a produtora cultural. Ela relatou que, a partir daí, começou a pensar, com a filha, em eventos de fomento ao forró, quando surgiu a ideia do reconhecimento nacional.
“Fizemos um abaixo-assinado no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, em 2021, conseguimos o título de patrimônio nacional. Mas pensei: não quero só isso, vamos trazê-lo para o mundial, vamos tornar ele patrimônio da humanidade”, afirmou Dona Joana, explicando que o processo é complexo, com a elaboração de um dossiê, plano de trabalho e avaliação junto ao Iphan e à Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo Dona Joana, a previsão é que a publicação oficial do resultado só seja emitida em 2030, pois existem outros pedidos de patrimônios já sendo avaliados. “Mas, nós não desistimos, porque nordestino é madeira de dar em doido”, brincou.
Durante a entrevista, os convidados abordaram a inclusão das mulheres na música e no ambiente de trabalho musical e artístico; a necessidade de uma lei de amparo nacional aos músicos e de proteção à cultura; e a importância do incentivo ao ensino de instrumentos musicais dentro das escolas.
“Venho lutando para ver a mulher lado a lado do homem no palco, para ver se a gente consegue unificar esse país com igualdade, tanto na música, quanto no trabalho”, enfatizou Dona Joana.
Secom/CMJP
Reviewed by Marcone Campos
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março 23, 2026
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