O vereador Marcos Henriques (PT) afirmou que muitos do que estão se queixando agora, silenciaram em situações polêmicas envolvendo o ex-presidente Bolsonaro (PL)
Diante da repercussão à recepção por parte do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Nicolás Maduro (PSUV), também chefe de governo da Venezuela, ao país, o vereador Marcos Henriques (PT) fez uso da tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) para rebater críticas da oposição. Para ele, muitos dos que estão se queixando agora, silenciaram em situações polêmicas envolvendo o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).
“É impressionante como as pessoas se calam para algumas coisas e, para outras, não”, afirmou. Marcos argumentou ser contraditório ver quem, na eleição presidencial de 2022, estava em frente aos quarteis pedindo o retorno da ditadura militar, agora se dizendo contra a ditadura de Maduro: “Nem entro na questão [do governo de Maduro] porque acho que muita coisa precisa mudar na Venezuela”. Segundo ele, o que não se pode é esquecer uma parte da história em detrimento de outra.
O parlamentar citou um rombo bilionário na Caixa Econômica Federal e polêmicas com policiais nos dias de votação, no ano passado, relacionados ao ex-presidente, contra-argumentando as críticas ao atual governo Lula. “Foram empréstimos de R$ 3 bilhões, porém o dinheiro não voltou ao banco. Inadimplência. Isso pode causar ao ex-presidente a sua inelegibilidade. Falam do rombo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por empréstimos a países comunistas. Desse países, apenas a Venezuela não pagou. Não houve inadimplência dos países. O próprio presidente do BNDES disse que não teve prejuízo, pelo contrário, teve lucro”.
Em seguida, o parlamentar destacou que o país passa por uma mudança de perspectiva: “Temos uma mudança de rumo porque o ex-presidente, quando viajava, todos se afastavam. Esse era o presidente que nós tínhamos. Hoje, temos uma mudança em que o governo tem tirado o povo da miséria, um governo que vai trazer de volta o ‘Minha casa, minha vida’, o ‘Mais médicos’”.
Já a vereadora Eliza Virgínia (PP) discorda do colega parlamentar: “Deve ser muito difícil defender o indefensável. Lula disse que os que falaram mal de Maduro teriam que pedir desculpas, porque tudo isso foi narrativa e que Maduro tinha que criar sua própria narrativa. Será que as mães que perderam seus filhos por perseguição política, na Venezuela, vão ter que pedir desculpas a Maduro? Será que as mulheres que foram estupradas lá vão ter que pedir desculpas?”. E acrescentou: “Quanto ao dinheiro que Maduro deve ao Brasil, não só ele, mas Cuba também, ainda são U$ 529 milhões, que foram pegos do BNDES. De onde vem grande parte do dinheiro do BNDES? Do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). É um percentual que todo dia é tirado do FGTS. Quem está pagando a dívida somos nós, trabalhadores”.
Marcos Henriques, então, concluiu afirmando que em nenhum ano os investimentos do BNDES deram prejuízo nos governos Lula e Dilma. “Tem a dívida da Venezuela? Tem. Espero que renegocie, mas mesmo que essa dívida não seja paga, o BNDES não perdeu nada, pelo contrário, ganhou”.
Secom/CMJP
Reviewed by Marcone Campos
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maio 31, 2023
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